terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Montmartre e Opera Garnier

Pessoal, por razões mais fortes não estou muito legal, mas por isso mesmo quero pensar em coisas boas e acreditar que coisas que parecem tão distantes podem ser perfeitamente alcançaveis.
Trilha sonora desse post: "I gotta find peace of mind" da Lauryn Hill

Vou deixá-los com algumas fotos (a primeira não é minha), mas que apresentam dois lugares que superaram todas as minhas expectativas em Paris: Montmartre e Opera Garnier.

O bairro Montmartre é famoso pela catedral branca (Sacre Coeur) que pode ser vista de vários pontos de Paris, já que fica no alto desse bairro, que é bem íngreme. Mas o bairro é mais que isso. Quando me perdi por suas ruas, percebi que não queria estar em nenhum outro lugar a não ser em Paris. Vielas típicas com bistrôs despretenciosos e imensamente franceses. Me senti numa cena do filme Ratatouille, a vista de lá é fantástica e charmosa.

Já a Opera Garnier eu tinha expectativas. E muitas. E todas foram superadas. Minha vontade de visitá-lo começou por causa de um livro famoso escrito pelo Alexandre Dumas: o Fantasma da Ópera. E estar lá é ainda mais mágico do que imaginá-lo durante o musical na broadway (ou num teatro da Brigadeiro Luis Antonio como foi o meu caso...rs). Só para se ter uma idéia, a entrada dele é toda feita em mármore vindo de sete localizações diferentes no mundo e o fundo do auditório tem a dimensão do Arco do Triunfo, contando os andares superiores e abaixo do nível do auditório. E é por isso que lá seria o local ideal para o Fantasma da Ópera se esconder!

Praça em Montmartre com quadros típicos das paisagens parisienses
De paris

De paris

A vista do alto da Sacre Coeur

De paris

A Sacre Coeur



Na torre da Sacre Coeur
De paris

Na torre da Sacre Coeur
De paris

De paris

De paris
Entrada da Opera Garnier
De paris
Os mármores
De paris
De paris


De paris


De paris

De paris

uma pena que a foto não saiu tão boa...
De paris

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Papo de Elevador

Vou fazer um parentêse aqui e postar um capítulo só sobre o frio.
Resolvi escrever sobre isso porque nesse exato momento tá meio FRIO em São Paulo para o VERÃO que está "rolando".

Papo bobo né? Falar de tempo é coisa de elevador! rs
Mas como ninguem põe comentários, e eu não sei se tem gente mesmo acompanhando, eu resolvi fazer uma retaliação(!) falando do tempo....hehehe

Bom, continuando, quando o termômetro do inverno de 2008 bateu 8 graus em São Paulo eu pensei; "beleza! tão fazendo simulado pra eu testar minha resistência na viagem!". E ficava genuinamente feliz cada vez que o termômetro descia um pouquinho (ao contrário da maioria das pessoas) só para eu saber se ia sobreviver ao frio da Europa. Passei no teste dos 8 graus, li num guia que a média seria algo entre 2 e 8 graus, então....

Primeiro em Amsterdam e Londres foi uma beleza, cheguei a passar calor em Amsterdam com 11 graus positivos. Londres a temperatura mais baixa foi a noite e 4 graus positivos. Aí nessa altura do campeonato fui me empolgando! Opa! Simbora! Frio dominado!
Eis que, chegando em Bruxelas já me avisam dentro do meu humilde vagão Prrrrrrrriiiiiime da Eurostar: Bruxelles c'est une negatif que traduzindo é: "merda! ta frio pra caramba! um negativo, virei picolé!".

Bom, daí pra frente foi só degringolando ladeira abaixo.
Então fugimos de Paris com aquele vento gelado maledeto e neve, para Portugal, pra ficarmos felizes e quentinhos a 5 graus positivos. Masssss como Murphie é um cara legal, o dia em que a gente escolheu para fazer o sightbus (aquele onibus de dois andares, aberto em cima e que passa nos pontos turísticos) foi o dia em que Deus decidiu se preparar para fazer nevar em Porto. Segundo fontes lusitanas há 25 anos não nevava em Porto e foi nevar justamente na minha vez!

Só para vocês desfrutarem do meu sofrimento, no dia em que durmi no aeroporto de Paris (para voltar ao Brasil), bateu 11 negativos. Desses onze graus negs uns 5 adentraram o aeroporto pela porta giratória, que mais parecia ventilador de sorveteria.
Mas beleza, de qualquer jeito sobrevivi para sentir 36,5 graus POSITIVOS quando cheguei em São Paulo.

Lagos congelados em Versailles
De paris


De paris


De paris


Frooooooozen
De paris


De paris

De paris



Neve comendo solta
De paris


De paris


Eu, que nem boba alegre brincando na neve no primeiro dia!
De paris


O meu mau-humor depois de passar a "novidade" da neve...brrrrrrrrr
De paris

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Paris / Louvre - Continuando

Foram quase 5 horas no Louvre! 5 horas! Verdade que dessas cinco horas, 30 min foi de descanso amis lanchinho... mas nessas 5 horas o que vimos do Louvre 20%, 15%, 10%??? Um cisco, o palácio é grandioso! Enorme! Imeeenso!

Antes de se tornar museu, ainda no reinado de Luis x-something, chuto o Luis XVI, o palácio real se tornou um museu por pressão pública. A corte foi para Versailles, que no mesmo molde do Louvre foi feito para servir como cidade, com 10.000 nobres e 30.000 empregados pelo menos, lojas, costureiros e toda a parafernália necessária para uma corte. Foi por essa razão que o Louvre foi poupado durante a revolução e um dos únicos prédio públicos nao depredados na época.

A Mona Lisa...humm...annnnhhhh... bom, seguindo o exemplo do Manneken Pis, ela é ridiculamente pequena. Simples. Não me disse nada, ao menos não me disse o tanto que outras obras na mesma sala me disseram. obras com jogos de luz e sombra impressionantes, domínio de tecnicas de perspectiva e dimensionamento muito superiores aos que eu vi na Gioconda. Mas vai saber porque né? tá lá. A fotinha pode comprovar.

Uma última observação foi que uma ala muito boa do Louvre e que nem sempre é considerada são os aposentos reais. è muito louco ver como era antes de se tornar museu. Imaginar a vida de um rei naquele lugar gigantesco.

De paris


De paris


De paris


De paris


De paris


De paris


De paris


De paris



De paris


De paris


De paris


De paris


De paris


De paris


De paris


De paris


De paris


De paris

Paris

Uma coisa é fato: ainda vou voltar lá. Sem sombra de dúvida.
Outra coisa é fato: Paris tem um significado especial para mim e que talvez nao o tenha para mais ninguem, ou tenha para apenas mais uma pessoa. Mas não é por essa razão que irei voltar lá.

Quero voltar lá porque Paris é uma cidade voluntariosa e mágica, você a vê da forma que ela quer se mostrar ( e que óbvio, os parisienses com seu bom humor permitem).
E ela não pode ser domada por guias turísticos nem por planos. Você não verá nem 10% do que pretendia ver, nem 10% de toda Paris em alguns dias, porque a cada momento você descobre alguma coisa sobre ela, sobre viver Paris, e esquece de todo o mais se perdendo no seu dia-a-dia.

Isso é um pouco da riqueza de lá, ser uma cidade exuberante e vaidosa, com uma atmosfera de romantismo e classe histórica no ar. Nenhum castelo em nenhum outro lugar será tão elegante nem tão glamouroso como os castelos franceses. Pode apostar.

"Paris a la mode" é o que eles dizem.

De paris


De paris


De paris


De paris


De cima do Arc do Triomphe

De paris


De paris


De paris


Começou o frio... Paris é de longe a cidade mais fria da viagem. Mesmo antes de nevar estava absurdamente gelado!

De paris


De paris


Invalides
De paris


Arquitetura típica
De paris


Sorbonne
De paris


Bistrôzinho onde bebemos um Beaujolais Noveau delicioso! dia 31!
De paris


Sou um cisquinho na fachada da Notre Dame! Voces não tem noção do que é a Notre Dame! Enorme e assutadora, toda rebuscada, com santos verdes caminhando no seu teto (literalmente!) e gárgulas a postos prontas para pular...chupar seu sangue... e quem sabe dividir um bordeaux que nenhuma gárgula é de ferro. Na verdade elas são de pedra mesmo.

De paris

Dá para ver as Gárgulas:
De paris

Joana D'arc e vitrais da Notre Dame
De paris

O esqueleto sombrio da Notre Dame
De paris


o Pantheon
De paris


De paris